segunda-feira, 14 de março de 2011

Oceano Pacífico: Que pacífico o quê...

Recentemente estamos sendo inundados por notícias de tragédias naturais do outro lado do mundo. Tsunamis, terremotos, vulcões em erupção e sempre em regiões banhadas pelo oceano Pacífico que tem até uma área específica em suas águas denominada “Círculo de Fogo” ou “Anel de Fogo”.

Diante de tantas matérias detalhando a tragédia no Japão não pude deixar de me perguntar quem foi o idiota que batizou esse oceano. Como a curiosidade humana não tem limites fui ao Google pesquisar. Segundo a Wikipédia foi Fernão de Magalhães. O navegador português deu a volta completa no mundo dentro de seu navio para buscar uma rota para o Oriente. Em suas “naveganças”, Fernão encontrou o Estreito de Magalhães (nem preciso dizer em homenagem a quem é o nome... Rs) que liga dois oceanos. Por considerar as águas do Pacífico calmas em relação as do Atlântico, o lusitano decidiu batizá-lo então com esse nome.


Depois de saber disso tudo me arrependi de chamá-lo de idiota. Coitado, de idiota Fernão de Magalhães não tinha nada. Foi um pioneiro nas navegações. Talvez ele só não tenha tido tempo de ficar em terra firme e avaliar o comportamento do Pacífico. Talvez na época dele, o Pacífico fosse outro, já que hoje o Pacífico é sinônimo de ondas (lembrem-se as melhores ondas estão no Havaí, nas praias australianas...) Talvez Poseidon queira sacanear a imagem de Fernão de Magalhães revoltando o Pacífico ou talvez o Pacífico tenha se revoltado porque cansou de assistir o homem degradar o planeta. Quem vai saber?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vai um prato de veneno?

Há tempos não ouço falar em transgênicos. Confesso que até já tinha esquecido que alimentos geneticamente modificados também eram comercializados aqui no Brasil. Me lembrei disso ontem ao assistir na Globonews um debate muito interessante sobre o tema polêmico. Um membro da sociedade nacional da agricultura defendia o uso dos transgênicos e ressaltava a inovação tecnológica na lavoura enquanto o gerente de campanhas do Greenpeace fazia afirmações bombásticas criticando a prática.

O ativista verde afirmou que transgênicos não foram testados conclusivamente nos laboratórios e quem consome acaba sendo cobaia humana. Declarou também que o uso de transgênicos só tem contribuído para aparecimento de superpragas nas lavouras. Além disso, ele chamou a atenção para a questão da falta de embalagens com o aviso de que o alimento é geneticamente modificado (logo podemos ser cobaias sem saber disso). Isso me indignou confesso, mas o que me gerou pânico é saber que o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxico nas lavouras (lembrem-se que o cantor sertanejo Leandro morreu de câncer causado pelo contato com agrotóxico quando era lavrador de tomate!) e consequentemente é a nação que mais consome veneno nos alimentos à mesa. Fiquei realmente chocada com isso! Você não vê matérias sobre isso nos jornais (só em sites e publicações especializadas em causas ambientais provavelmente ...)
Depois dessas revelações bizarramente vergonhosas, a jornalista perguntou ao membro do Greenpeace: Mas não há nada que se aproveite nos transgênicos? Nem para diminuir a fome da população...
Admito minha desídia! Respondi essa pergunta mentalmente e não ouvi a resposta do entrevistado... mas a minha conclusão foi a seguinte: Nossa ela quer que os famintos sejam cobaias... Será que ela considera melhor morrer envenenado do que de fome? Será que a humanidade já chegou ao ponto de ter que fazer essa triste escolha...

Existem alimentos que são livres de agrotóxicos, os orgânicos, pena que ainda são mais caros, já que o brasileiro não tem hábito de consumi-lo ainda... Mas eles nem foram mencionados no debate da Globonews...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ian Somerhalder luta pelo direito dos animais

Cem huskies siberianos foram assassinados no Canadá. Os cães eram usados para puxar treinós e como não serviam mais para a função foram executados sem antes tentarem outras opções como a adoção. Ao saber desse crime, Ian Somerhalder (que interpretava o Boonie da série Lost e agora protagoniza The Vampire’s Diary que passa na Warner) ficou indignado e resolveu lutar para que as leis de British Columbia (onde isso aconteceu) sejam modificadas. Para o ator, a legislação tem brechas e ambigüidades que favorece aos criminosos por isso ele quer com a ajuda dos internautas evitar que isso continue acontecendo. Para acabar com essa covardia, Ian criou uma petição que mais de 4.500 pessoas já assinaram para pressionar que tais mudanças sejam feitas.

Quer assinar também?
http://www.change.org/isfoundation

Ações como as de Ian Somerhalder realmente me deixam contente. Ele é mais um a dar o bom exemplo utilizando de forma útil e positiva sua imagem e influência. Confesso que eu já gostava dele desde Lost agora tornei-me sua fã. Além disso, o ator tem uma fundação voltada para questões ambientais. Ele está de parabéns!

Visite também o site da Fundação Ian Somerhalder:

sexta-feira, 4 de março de 2011

Brasil é 7ª economia mundial

Sabia que você vive no país que é a 7ª economia do mundo? Sabia que o poder de compra do brasileiro é maior do que o dos ingleses e franceses? Não tem como não sentir um certo orgulho a priori não é?

Os números comprovam que a promessa de que os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China - países emergentes) serão as novas potências a cada dia está mais próxima de se tornar realidade. Pena que dados são frios. Quando você olha em volta e vê que o número de mendigos nas ruas não diminuiu não sente que o Brasil evoluiu. O poder de compra dos ricos e classe média aumenta, mas a desigualdade social não reduz na mesma proporção.
Poder de compra também significa que houve aumento de tomada de crédito (compras à prazo) pelas pessoas físicas, mas não significa que aquela pessoa será capaz de honrar suas dívidas... Sem contar que as decisões da equipe econômica do governo são tomadas para que o cidadão consuma mais e a economia cresça. Você já deve ter ouvido falar em selic (taxa básica de juros que é ajustada periodicamente pelo Copom). Se ela aumentar, os juros daquela sua conta do cartão de crédito sobe também e assim a tendência é que as pessoas comprem menos e haja inadimplência. Se as pessoas consomem menos há menor poder de compra. Se há menor poder de compra o PIB diminui e o Brasil pode voltar a ser a 9ª economia como era na última pesquisa feita pelo Banco Mundial...

Bom, economicamente estamos crescendo, não posso negar que fico feliz! Espero que Guido Mantega e companhia continuem realizando o milagre do crescimento pelos próximos anos. Quem sabe um dia a gente chega no topo do mundo nem que seja por um momento né... Ah! Eu meus sonhos novamente...








Dior, Portman e Galliano: que ironia do destino...

Natalie Portman que acabou de faturar o Oscar de Melhor Atriz pela brilhante atuação em “Cisne Negro” sofreu uma grande decepção esses dias. Ela que era garota propaganda do perfume Miss Dior Chérie afirmou que não quer nunca mais ver seu nome ligado ao de John Galliano. Quem é esse, você deve estar se perguntando caro leitor. Bom, esse homem era um dos principais estilistas da Dior até anteontem quando foi demitido por protagonizar um escândalo. Galliano foi flagrado em um vídeo que foi parar na internet. O estilista estava numa mesa de bar com alguns amigos se divertindo enquanto dizia que duas mulheres judias que estavam na mesa ao lado deveriam ter morrido no campo de concentração como as avós delas. A declaração gerou indignação geral em todas as partes do mundo, mas principalmente em Natalie Portman que nasceu em Israel e também pratica essa religião.
Depois da repercussão negativa para a Dior, o estilista que era um dos mais bem pagos foi demitido.
A atitude de Galliano foi desprezível, mas é reflexo de uma Europa xenófoba que infelizmente ainda existe. Não que todo europeu seja preconceituoso com judeus ou qualquer outro estrangeiro, mas não se pode negar que ainda existe uma parcela da população do velho continente que tem esse tipo de comportamento vergonhoso...

Agora vejam que ironia o destino ter juntado a judia vencedora do Oscar de melhor atriz e o estilista preconceituoso numa das grifes mais poderosas do mundo fashion...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Baixa auto-estima de certos profissionais de comunicação

Empresários, com pouca visão empreendedora, reduzem primeiro a verba do setor de comunicação. Isso ocorre principalmente por considerarem que o setor é um luxo, é supérfluo. Compreendo (mesmo com indignação) o ponto de vista deformado deles, afinal não se formaram nisso, não escolheram estudar isso nem são sustentados financeiramente por isso. O que me irrita, ofende e decepciona de verdade é quando ouço “coleguinhas” reduzirem a nossa profissão a fofoqueiro profissional. Eu não sou fofoqueira como pessoa quem dirá como profissional. O ato de comunicar e divulgar para vários públicos informações relevantes não é fofocar. Primeiro porque existe um compromisso com diversas versões do fato. Segundo porque eu não investiria 4 anos na faculdade para um diploma que comprova que sei fofocar. É muita falta de auto-estima de um comunicólogo afirmar isso.
A informação é fundamental na tomada de qualquer decisão, por menor que seja, na sua vida, mas para isso é preciso que alguém comunique fatos de forma isenta. Fofoqueiros contam a fofoca por algum interesse e sempre contam sua versão com ironias, deboches e exageros (muitos exageros maliciosos). Creio que os jornalistas formados que pensam assim também estão à favor da falta de obrigatoriedade do diploma da categoria. Aliás, posturas como essa, devem ter chamado a atenção do ex-presidente do STF Gilmar Mendes que propôs (e teve êxito) em retirar o diploma obrigatório.


Meus professores afirmam que o mercado recompensará os que estudaram. Mas ainda assim não gosto de saber que meu diploma não vale nada e que tem jornalista que faz questão de dizer que nossa profissão vale menos ainda...

quarta-feira, 2 de março de 2011

A prioridade é se dar bem!

Um dia desses estava eu na aula de Publicidade da minha pós de Comunicação Empresarial. O professor explicava o trabalho de planejamento de mídia que temos que fazer. Ele dava detalhes e falou que o orçamento seria de R$ 500 mil. Um pouco depois reunida com meu grupo, eu dei uma idéia sobre o trabalho para alguns dos integrantes. A resposta que eu ouvi de um deles foi a seguinte:

-“Ih! Relaxa estamos com R$500 mil. A gente gasta milzinho nas ações de publicidade e com o resto viaja para o Caribe."

Eu sei que foi uma brincadeira, mas aquilo ecoou tão mal nos meus ouvidos... Minha resposta impulsiva foi a seguinte.

_ Depois vocês falam mal dos políticos quando eles fazem isso com nosso dinheiro...

A pessoa que me disse isso me olhou com uma cara de surpresa e respondeu.

-É mesmo né...

Nada contra o meu grupo ou quem fez essa brincadeira (eu gosto deles), mas isso me levou a pensar um pouco. Na mesma aula meu professor tinha acabado de afirmar que a oportunidade fideliza o cliente, mas na minha concepção ela aliada a falta de moral também faz o ladrão. Todo mundo critica os políticos os acusando de corruptos (que fique bem claro não estou os defendendo!), mas o primeiro pensamento da maioria quando se trata de dinheiro é se dar bem (mesmo que de brincadeira e nunca vá realmente fazer isso – como essa pessoa não faria tenho certeza!). Só que esse tipo de pensamento me assusta. Minha primeira reação a ele é acreditar que essa pessoa se estivesse no lugar do prefeito faria o mesmo com os recursos públicos. É fácil falar mal dos gestores que escolhemos nas urnas, mas o que diferencia você deles muitas vezes pode ser a falta de oportunidade... (odeio pensar isso!).

Admito que fui muito radical nesses post. Não me lembro, mas eu mesma posso ter feito uma brincadeira similar a essa um dia. Mas, isso é um alerta para termos cuidado com nossas palavras e pensamentos. Além disso, é preciso votar consciente e principalmente não ficar só acusando os políticos deveríamos fiscalizá-los também!