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quarta-feira, 2 de março de 2011

A prioridade é se dar bem!

Um dia desses estava eu na aula de Publicidade da minha pós de Comunicação Empresarial. O professor explicava o trabalho de planejamento de mídia que temos que fazer. Ele dava detalhes e falou que o orçamento seria de R$ 500 mil. Um pouco depois reunida com meu grupo, eu dei uma idéia sobre o trabalho para alguns dos integrantes. A resposta que eu ouvi de um deles foi a seguinte:

-“Ih! Relaxa estamos com R$500 mil. A gente gasta milzinho nas ações de publicidade e com o resto viaja para o Caribe."

Eu sei que foi uma brincadeira, mas aquilo ecoou tão mal nos meus ouvidos... Minha resposta impulsiva foi a seguinte.

_ Depois vocês falam mal dos políticos quando eles fazem isso com nosso dinheiro...

A pessoa que me disse isso me olhou com uma cara de surpresa e respondeu.

-É mesmo né...

Nada contra o meu grupo ou quem fez essa brincadeira (eu gosto deles), mas isso me levou a pensar um pouco. Na mesma aula meu professor tinha acabado de afirmar que a oportunidade fideliza o cliente, mas na minha concepção ela aliada a falta de moral também faz o ladrão. Todo mundo critica os políticos os acusando de corruptos (que fique bem claro não estou os defendendo!), mas o primeiro pensamento da maioria quando se trata de dinheiro é se dar bem (mesmo que de brincadeira e nunca vá realmente fazer isso – como essa pessoa não faria tenho certeza!). Só que esse tipo de pensamento me assusta. Minha primeira reação a ele é acreditar que essa pessoa se estivesse no lugar do prefeito faria o mesmo com os recursos públicos. É fácil falar mal dos gestores que escolhemos nas urnas, mas o que diferencia você deles muitas vezes pode ser a falta de oportunidade... (odeio pensar isso!).

Admito que fui muito radical nesses post. Não me lembro, mas eu mesma posso ter feito uma brincadeira similar a essa um dia. Mas, isso é um alerta para termos cuidado com nossas palavras e pensamentos. Além disso, é preciso votar consciente e principalmente não ficar só acusando os políticos deveríamos fiscalizá-los também!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Moda, moral e amor aos animais

Por amor aos animais, o estilista americano John Bartlett deixou de se alimentar de carne, leite e ovos. Mas, isso ainda não foi suficiente para esse homem consciente. Ele resolveu ir muito além da alimentação e parou de usar peles (e qualquer matéria-prima que venha de animais) em suas coleções. O estilista de moda masculina foi ainda mais ousado em seu ativismo pelos direitos dos animais, ele se recusou a participar da Semana de Moda de Nova York enquanto peles forem expostas na passarela.


Reconheço que não entendo muito de moda, mas já admiro o corajoso Bartlett. Até onde sei, foi o mundo fashion que transformou em glamour o ato tão primitivo de usar peles retiradas de cadáveres de animais como roupas e acessórios. Bartlett, que desde 1985 atua nesse meio, agora que mudou de estilo de vida se nega a compactuar com essa atrocidade em suas coleções. Talvez essa atitude possa até mesmo prejudicar sua carreira (não creio que seja marketing social porque será um tiro no pé, já que vegetarianos e vegans são minoria no mundo), mas ele vem colocando suas novas convicções morais na frente dos ganhos financeiros.

A atitude de John Bartlett me fez me dar conta de quão perverso são os desfiles de moda. É um verdadeiro freak show! Mulheres intencionalmente esqueléticas são usadas como cabides para dar destaque às criações de estilistas. Para que isso aconteça, vários animais são criados para morrer da pior forma possível: agonizando enquanto seus pêlos ou peles são arrancados ainda em vida... Depois dessa atrocidade, as peles viram matérias-primas para a confecção de modelitos que são vendidos a preços exorbitantes e logo tornam-se objetos de desejo da maioria das pessoas. Não só o mundo da moda é bizarro, mas o mundo inteiro é. Lembrem-se que as meninas sonham em ser modelos (cabides) e os adultos em usar roupas na última moda (mesmo que sejam feitas de cadáveres de animais indefesos).

Fico extremamente feliz com atitudes como as de John Bartlett. Para mim, ele está de parabéns!