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sexta-feira, 4 de março de 2011

Dior, Portman e Galliano: que ironia do destino...

Natalie Portman que acabou de faturar o Oscar de Melhor Atriz pela brilhante atuação em “Cisne Negro” sofreu uma grande decepção esses dias. Ela que era garota propaganda do perfume Miss Dior Chérie afirmou que não quer nunca mais ver seu nome ligado ao de John Galliano. Quem é esse, você deve estar se perguntando caro leitor. Bom, esse homem era um dos principais estilistas da Dior até anteontem quando foi demitido por protagonizar um escândalo. Galliano foi flagrado em um vídeo que foi parar na internet. O estilista estava numa mesa de bar com alguns amigos se divertindo enquanto dizia que duas mulheres judias que estavam na mesa ao lado deveriam ter morrido no campo de concentração como as avós delas. A declaração gerou indignação geral em todas as partes do mundo, mas principalmente em Natalie Portman que nasceu em Israel e também pratica essa religião.
Depois da repercussão negativa para a Dior, o estilista que era um dos mais bem pagos foi demitido.
A atitude de Galliano foi desprezível, mas é reflexo de uma Europa xenófoba que infelizmente ainda existe. Não que todo europeu seja preconceituoso com judeus ou qualquer outro estrangeiro, mas não se pode negar que ainda existe uma parcela da população do velho continente que tem esse tipo de comportamento vergonhoso...

Agora vejam que ironia o destino ter juntado a judia vencedora do Oscar de melhor atriz e o estilista preconceituoso numa das grifes mais poderosas do mundo fashion...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E o preconceito nunca morre...


Todo homem é igual perante a lei, pena que isso está prestes a não valer mais para as leis militares. Será que a capacidade do individuo dar ordens depende diretamente de sua orientação sexual? A hierarquia perde a força quando o militar é homossexual? Essas foram as dúvidas que o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, um dos candidatos a ministro do Superior Tribunal Militar, deixou ao declarar que a tropa não obedece a gays. Caso as Forças Armadas aceitem esse homem para ministro e acatem suas opiniões sobre homossexuais, elas estarão violando o Artigo 3° da Constituição que diz:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação
.

Os políticos e militares deveriam ser os primeiros a respeitar a Constituição, mas parecem ser os primeiros (sobretudo os políticos) a desrespeitar.
Ser heterossexual e saber que tem homossexuais nas Forças Armadas deve ser um tanto desconfortável admito (porque sempre tem pessoas desrespeitosas independente de sexo, credo ou estado civil em qualquer lugar), mas privar pessoas da carreira militar (não só de carreiras, mas de sonhos, de educação etc...) porque essa pessoa é gay é uma vergonha! É preciso respeito com todos! Os heterossexuais precisam respeitar os gays e os gays respeitarem os heteros, ambos não cometendo ações antiéticas. O respeito tem que ser uma via de mão dupla!
O preconceito desse general pode abrir brecha para outros tipos de preconceitos na vida militar. Mulheres, negros, homossexuais todos podem ser banidos caso esse homem torne-se ministro.... Um ex-militar gay afirmou que Alexandre, o Grande era homossexual e gravou seu nome na história por suas brilhantes conquistas militares. A tropa sempre obedecia a ele! Eu complemento que Joana d’Arc era mulher e também comandou tropas sendo além de tudo adolescente e foi respeitada! Tudo depende de ética, de hierarquia e respeito, não de sexo ou orientação sexual...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Consumidor é espancado no Carrefour em São Paulo

O Carrefour foi protagonista de uma história revoltante... Um cidadão de bem aguardava sua esposa sair do supermercado com as compras encostado em seu próprio carro onde sua filhinha dormia. Até aí seria uma cena normal em família senão fosse interrompida pela truculência dos vigilantes da rede varejista. O consumidor foi abordado, humilhado e espancado pela segurança do Carrefour que o acusou de ser ladrão e de ter várias passagens pela polícia. O homem tentou avisar que não era nada daquilo, mas não adiantou já que foi covardemente agredido por ter sido confundido com um criminoso. A imprensa afirma que o espancamento só ocorreu porque o chefe de família era negro. Caso isso seja verdade é um absurdo que até hoje as pessoas façam distinção devido a cor da pele e pior tenham atitudes agressivas. Desde quando ser negro é sinônimo de mau caratismo e de banditismo? Vale lembrar que o Brasil é um país mestiço por natureza portanto antes de cometer algum tipo de "racismo", os vigilantes do Carrefour deveriam ter pensado que isso poderia ter acontecido a um parente deles. Deveriam ter lembrado principalmente que todos os homens são iguais perante a lei e que todos são inocentes até que se prove o contrário. Valores básicos que qualquer pessoa conhece. Somos todos irmãos porque somos filhos de Deus isso já é suficiente para que tratemos o próximo com dignidade e respeito!
Estou profundamente irritada com o Carrefour por cultivar uma cultura tão preconceituosa. Onde está a responsabilidade social da empresa? Ah! Ela existe só para gerar mídia afinal não comprar carne de áreas desmatadas é muito mais midiático do que tratar as pessoas com amor e respeito no dia-a-dia...


Quer conhecer na integra a reportagem sobre esse caso?


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RELEMBRANDO...


Em junho, o Útil ao Inútil postou um texto entitulado "Quando a esmola é demais o santo desconfia" cujo tema era marketing social e a hipocrisia empresarial. A postagem contava que o Wal-Mart, o Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar assinaram um acordo no qual não comprariam mais carne de frigoríficos de áreas onde houvesse desmatamento comprovado. Em seguida, o Wal-Mart foi acusado de vender produtos maquiados e fora da validade no Rio.

Então! Agora é só aguardar pelo escândalo do Grupo Pão de Açúcar...