Mostrando postagens com marcador segurança pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança pública. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Questão de saúde pública?


Depois de dois anos e meio trabalhando na Glória somente hoje enquanto eu decupava o RJTV 1ª edição descobri a existência de uma cracolândia praticamente na esquina do prédio em que trabalho... Lerdeza? Problema de visão? Não sei... O fato é que esse pessoal passa a vida ali se drogando, jogados e sujos como animais leprosos e eu nem ligo...


O mesmo telejornal insiste em fazer as pessoas acreditarem que crack é questão de saúde pública... Ah tá bom! Para mim é questão de segurança pública! O cara que usa crack escolheu viver dessa forma doentia e patética, já o cara que tem dengue não teve alternativa. Ele pode ter tomado medidas cabíveis em sua casa para conter o mosquito, mas se o vizinho não fez o mesmo e ele acabou doente, isso é questão de saúde pública! O viciado em crack (em qualquer outra droga ilícita) não deveria ser tratado como vítima, como coitadinho... Aposto que se o dinheiro dele faltar, ele não vai hesitar em me assaltar para comprar a droga que para ele é mais importante do que a própria vida... Além disso, esse idiota ainda está sustentado o tráfico que é bem mais perigoso do que ele... Capitão Nascimento que o diga não é?


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O cotidiano e o panoptismo...

Para você como seria uma prisão ideal? Nunca pensou sobre o tema? Um francês chamado Michael Foucault já pensou e muito sobre o assunto. Para ele a prisão ideal seria aquela em que o prisioneiro pode ser visto de todos os ângulos pelos vigilantes. Haveria uma torre de segurança que vigiaria 24 horas os presidiários. Teoricamente eles deixariam de fazer coisas ruins por saber que estão sendo vigiados, mas sem saber onde está a vigilância. O panoptismo é exatamente a lógica dos reality show como Big Brother e cia.
O que o visionário Foucault idealizou foi aproveitado para muitas coisas no Brasil menos para o sistema carcerário. Um cidadão num simples passeio pela cidade é vigiado quase que o tempo todo. Ao sair da porta de casa ele é vigiado já no corredor e no elevador pelo circuito interno de vídeo do condomínio. Em seguida na calçada em frente a praticamente todos os edifícios que passar, ao entrar no ônibus ou no metrô continua sendo vigiado (fora as câmeras espalhadas pelas ruas pela prefeitura e pelo estado). É de enlouquecer qualquer pessoa pensar nisso ...
A secretaria de segurança pública agora está instalando torres de segurança pelas vias expressas do Rio como forma de tentar conter a violência. Mais um ponto para Foucault! O problema é que os cidadãos de bem acabam por ser mais vigiados do que propriamente os bandidos que mesmo presos fisicamente ainda conseguem cometer crimes (como aconteceu com presidiários que tiveram a pena aumentada recentemente por praticarem golpe pelo telefone dentro de Bangu II). Esse sistema de vigilância permanente chamado pelo filósofo francês de panoptismo já é realidade no Brasil e no mundo. Toda essa invasão de privacidade apesar de tudo também tem um lado bom, as imagens muitas vezes ajudam a polícia a desvendar crimes. Mas pouco adianta já que dentro da cadeia não há o mesmo sistema. Assim como eu, quem nunca visitou um presídio tem a impressão de que lá dentro as coisas fluem na maior liberdade e nós aqui fora que somos mantidos em cárcere privado e sobre exaustiva vigilância e punição!

Quer saber mais sobre Michel Foucault? Dê uma olhada:

http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/