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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cárceres amorosos

Meu pai era um homem bom, mas como todo o ser humano tinha seus defeitos. Alguns são até os mesmos que também possuo, diga-se de passagem... Voltando ao meu pai, ele era um homem bom, inteligente e caridoso, mas não sabia amar... Ele sempre confundiu amor com posse!


Quando eu era criança, ou melhor pré-adolescente, eu perguntava a ele se eu podia ir ali na padaria com minhas amigas. A resposta era sempre a mesma. Ele falava NÃO! Não e não e não e não e não... Sempre era não! Quando cresci um pouco mais, e entrei na adolescência, cheguei a seguinte conclusão: Não pergunto mais se posso fazer algo ao meu pai porque já sei a resposta. Perguntava então a minha mãe, que na minha opinião era mais sensata, e pelo menos quando me dizia não justificava o porquê. E assim foi até o último dia de meu pai na Terra. Ele também era assim com minha mãe e claro com o passarinho... Aliás, Pretinho III é o motivo desse relato tão íntimo. Meu pai era apaixonado por pássaros! Ele era feliz cuidando deles. Ele sentiu revolta quando roubaram Pretinho II da gaiola que ficou sozinha por uns instantes na varanda. Ele ficou com o coração partido quando Pretinho I morreu.



Ainda tenho dificuldade em aceitar que o que ele sentia pelo pássaro era amor. Mas, era... Ao modo dele era. Aliás, eu sempre tive a sensação que ele queria engaiolar eu e minha mãe também. Ele tinha muito ciúme da gente. Então, nada mais natural e seguro para uma pessoa possessiva do que um passarinho na gaiola. Essa era a única forma de amor que meu pai sabia dar. Prover era amar! Na cabeça dele (e infelizmente de milhões de pessoas por aí) o seu Coleirinho era feliz. A ave tem comida, água, uma bela gaiola e canta para mim. Claro que ela é feliz! Ah e se soltássemos ela morreria... Assim justificava ele. O fato é que a lógica era a mesma em relação a mim. E digo: Não viveria feliz presa nessa casa só com ele, Pretinho III, Poppy (meu finado cachorro) e mammy... Eu exerço minha liberdade e volto para meu ninho sempre... Aliás evito, o máximo dormir fora, do meu ninho...



Pássaros vivendo naturalmente soltos é possível!






Liberdade para os pasarinhos! Conheça o trabalho da União Libertária Animal (ULA) que tem o projeto Quebre a gaiola e plante árvores.



Hoje eu precisei cuidar de Pretinho III. Estava conversando com ele enquanto limpava a gaiola. Eu disse a ele que não concordo nem um pouco com essa forma com que ele é forçado a viver . Mas, meu pai o amava. Depois que meu pai se foi minha mãe se agarrou ao Pretinho III de uma tal forma. Se eu digo que não cuidarei dele, ela chega a chorar. Acho que de certa forma ela sente a presença do meu pai nele. O ato de cuidar dele faria meu pai feliz ou sei lá... O fato é que eu precisei cuidar dele, mesmo não concordando com aquela prisão, por amor a minha mãe e até mesmo ao meu pai. Mas, eu prometi para Pretinho III que irei lutar, de alguma forma, apesar de ainda não saber exatamente como, para que outros como ele não tenham esse destino triste de viver encarcerado sem ter praticado crime algum. Daí comecei a luta com esse simples texto. Falar do meu pai, mesmo que dos defeitos (ele não era santo e nem eu sou) é uma forma de expressar o amor que tenho por ele... Estranho isso... mas é! Aliás, se eu não me controlar, meu amor também pode ser possessivo, mas não com os animais. Isso garanto!

Ass: Anna Cecilia Fontoura Laranja


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Chave da Libertação Animal pode estar nas suas mãos

Ajude a libertar algum desses fofinhos animais ao lado. Você deve estar se perguntando como poderá fazer isso. Bom, basta escolher um bichinho preso e comprar uma chave no valor de R$ 10 e você ainda concorre a uma cesta de produtos veganos (produtos que não tem origem animal). Todo o dinheiro arrecadado será investido num outdoor de conscientização sobre o direito dos animais em Campo Grande. Dessa forma você se diverte, concorre a produtos éticos e ainda contribui para que milhares de pessoas se conscientizem (mesmo que não seja perto das sua casa). A eficácia do projeto está em comunicar para aqueles que não estão engajados ainda... Quem quiser também pode ajudar dando sugestões de como será o outdoor que será colocado no mês de dezembro no local.

A iniciativa, que considero muito interessante, é a da União Libertária dos Animais (ULA). A instituição que também apóia o projeto Quarta Animal na Câmara é atuante na zona oeste do Rio. A ULA sempre promove feira de adoção de animais e faz bazares beneficentes na região. Algumas das justificativas para que o outdoor seja colocado no bairro carioca mais populoso (Campo Grande) são as seguintes:

* A Zona Oeste do Rio de Janeiro possui um número elevadíssimo de animais domésticos abandonados nas ruas, procriação e maus tratos.

*A Zona Oeste ainda não costuma optar pela adoção de animais, sendo os animais resgatados na área, adotados por pessoas da zona sul e zona norte da cidade.



* O bairro também não possui restaurantes vegetarianos, mas muitos aviários, açougues e churrascarias. O uso de carroças também é comum na região. Todo domingo ocorre uma feira de rua com vendas de aves e filhotes de cães. Dentre inúmeras outras atividades e hábitos que promovem a exploração animal.

Quer liberta os animais? Quer saber como adquirir uma chave? Conheça aqui o trabalho da ULA.



Fonte: ULA