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sábado, 14 de agosto de 2010

Luto e além-morte


Acredito que quando cremos no Senhor Deus Criador do Céu e da Terra e temos uma vida reta quando morremos somos acolhidos por outros entes queridos. Lá no plano espiritual esses familiares (que nem sempre são apenas dessa vida mais recente) nos conduzem através de um caminho de luz até a colônia espiritual onde é nosso verdadeiro lar. E lá nos sentimos plenos, completos e verdadeiramente felizes! Lá aprendemos, praticamos caridade e vivenciamos o amor no sentido mais puro da palavra. Creio nisso tudo, mas apesar disso, não consigo deixar de sofrer quando alguém que amo falece. Mesmo sabendo que essa pessoa estará melhor do que eu, não consigo deixar de sofrer. A saudade fica e isso dói. Ah como dói... Com o passar dos dias, meses e anos há um costume com a ausência física dessa pessoa, mas a falta nunca cessa. Hoje perdi minha tia e nem pude ir ao enterro porque precisei ir trabalhar, mas tudo bem porque temos que estar com a pessoa em vida não só marcando presença na última despedida, afinal lá no velório só está o corpo nada mais. Eu amo e admiro é o espírito dela, e esse já não está mais lá há algum tempo... Só lamento não estar ao lado do resto da minha família nesse instante para consolar os que sentem dor mais forte como os filhos dela. É uma pena...


A última vez que estive com essa minha tia infelizmente foi tão rápido, mas considerei profundo o encontro. Ela estava dentro do carro do meu primo e eu estava com visitas em minha casa. Fui rapidamente dar um beijinho nela. Ela me disse que não duraria muito. E eu respondi que não falasse assim, pois as pessoas de nossa família duram bastante. Disse que ela era filha de dona Olinda e seria resistente como ela que morreu aos 98 anos por erro médico. Acreditem não falei da boca para fora, falei porque acreditava realmente nisso mesmo vendo ela tão frágil e magra, mas ela já era idosa não é... O problema é que ela perdeu o gosto pela vida e quando isso acontece é muito complicado. Eu desconsiderei isso completamente até receber a notícia de sua morte hoje.


Acredito piamente que onde quer que tia Célia esteja nesse momento ela será acolhida por vovó Olinda, pelo meu pai e por Paulo Sérgio, Sônia e Pablo! Tenho certeza de verdade. Eles viverão felizes numa colônia espiritual iluminada logo a direita de Deus Pai Todo Poderoso e nos velarão sempre porque estamos aqui embaixo nesse planeta caótico chamado Terra.



Eu sei que é difícil não chorar num momento desses, não se perguntar por que ela se foi e desejar que ela estiver aqui... Pensando no bem dela e nosso sugiro que cada vez que alguém tiver saudade dela simplesmente ore por seu espírito mesmo que não acredite em nada que disse até agora. Pode ser uma Ave Maria, Um Pai Nosso ou converse com Deus pedindo orientação e paz para ela. Lágrimas são inevitáveis, mas façamos o bem para quem se ama. Rezem é muito mais útil e ainda é um verdadeiro presente para ela !

Tia Célia: Saudades Eternas!

domingo, 18 de julho de 2010

A patética existência humana...

Sei que hoje é domingo e que o tempo está até melhor, mas esses dias frios e os últimos acontecimentos noticiados na TV me fizeram refletir a existência humana. Se você, caro blogueiro não quer se deprimir ou não quer pensar em coisas ruins é melhor não ler esse post... Eu não quero fazer ninguém ficar mal, mas preciso desabafar...




Como o ser humano é patético! Nasce sabendo que vai morrer e vive se restringindo de fazer coisas que deseja por medo (adivinha do quê? ) da MORTE! Quantas vezes deixamos de sair por medo da violência urbana, mas nos esquecemos que quando chega nossa hora até nossa própria casa pode cair literalmente sobre nossas cabeças e nos matar . Vivemos com a ilusão de que podemos escolher nossa morte... Quantas vezes deixamos de sair por aí e fazer coisas diferentes que nosso íntimo deseja, mas temos medo do que os outros vão achar. Quantas vezes deixamos de dizer a alguém o quanto o amamos porque achamos que amanhã a pessoa deve estar ali mesmo e deixamos para fazer isso só em ocasiões em que todos esperam que isso seja dito. Quantas vezes deixamos de viver o hoje porque temos a falsa certeza do amanhã. Quantas vezes pedimos a Deus para que alguém não morra, mas essa pessoa falece e ficamos com raiva de Deus como se a culpa fosse Dele...

A vida é um jogo que não escolhemos entrar, mas que somos obrigados a jogar e somos livres para fazer as jogadas que quisermos, se quisermos e quando quisermos, apesar de muitas vezes outras pessoas nos incluírem (sem nosso consentimento) em suas jogadas e por isso sofremos sem querer as consequências junto com elas. As vezes outras pessoas escolhem pela gente, as vezes escolhemos por outras pessoas... E assim o jogo continua... Ha punições, há prêmios, há mudanças contínuas, há estagnações, há medos, há falsas seguranças, há montanha russa emocional! A única certeza que existe nesse jogo da existência humana é a morte. Dessa ninguém escapa, mas todos fazem questão de ignorá-la porque se pensarmos nela a cada momento ficaremos loucos ou violaremos as normas morais estabelecidas pela sociedade.

Mesmo sabendo que a morte chega para todos, muitos seres humanos se consideram superiores a outros. Esquecem que por dentro anatomicamente somos iguais. (pergunta só ao cara do IML!) Esquecem que suas roupas de grifes e suas milionárias mansões não vão salvá-las do destino cruel chamado morte. Esquecem que seus corpos serão carcumidos pelos vermes da mesma forma que o corpo do mendigo que ignora na rua será. Alguns escolhem ser cremados para parecerem mais importantes (até porque são caríssimos, custam muito mais do que um simples enterro que já é bem caro diga-se de passagem!) ou então comprando jazigo em "zona sul" de cemitério ($$$). E assim vamos nos enganando pela vida a fora e pela morte a dentro...




Apesar de não saber quem, às vezes acho que alguém ri muito disso tudo (não, não acredito que seja Deus e não acredito no Diabo tb). Pensar nessas coisas me deixa ansiosa por viver mais! De aproveitar cada momento como se fosse o último... Mas para isso, eu teria que abandonar meu emprego e viver somente para isso e não sou milionária infelizmente... E mais uma vez me vem a frase: Como é patética a existência humana!!!