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quarta-feira, 17 de março de 2010

A arte de protestar ...


Protestar virou moda! Mais do que isso protestar virou uma arte! Enquanto na Tailândia opositores do primeiro-ministro jogaram sangue doado pelos próprios manifestantes na sede do governo para pressionar a dissolução do parlamento aqui no Brasil as pessoas sambam para apoiar o governador Sérgio Cabral! Contando assim nem parece que na semana passada Cabral chorou por causa da divisão dos royalties de petróleo com o resto do Brasil. E olha que a Emenda Ibsen nem foi aprovada hein (só a Câmara dos Deputados votou até agora!).
No Rio de Janeiro podemos classificar os protestos em pelo menos duas categorias: os populares e os eleitoreiros. No primeiro deles, os manifestantes (normalmente minorias) são reprimidos com a chegada da polícia quem não quer saber de nada e vai jogando spray de pimenta e bombas de efeito moral. Além disso, esse tipo de protesto também é muito conhecido por causar congestionamentos quando não acaba em fogo em ônibus... O segundo tipo (o eleitoreiro) normalmente atrai a grande massa porque é acompanhado de ampla divulgação na mídia e shows gratuitos. Eles costumam ser organizados por assessores de políticos que querem visibilidade. Exemplo: A passeata contra a emenda Ibsen amanhã às 16 horas que partirá da Candelária para a Cinelândia. Caravanas de todo o estado deverão lotar mil ônibus. No fim da marcha o público assistirá a shows de samba, funk e pagode. As barcas farão travessia grátis de Niterói para o Rio, às 15h, para os niteroienses que quiserem participar do ato. Além de claro ser ponto facultativo para funcionários públicos estaduais. A vantagem é que dessa vez a polícia não estará contra os manifestantes, mas sim os protegendo (pelo menos os artistas e autoridades com certeza!) .
Agora fica a pergunta será que dessa multidão engajada com a política fluminense pelo menos um terço saberá responder o que são royalties?

É protestar é mesmo uma arte... é quase uma magia!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pelo direito ao câncer...


Enquanto parte do Rio Grande do Sul se afunda em inundações causadas pelas fortes chuvas, em Porto Alegre várias pessoas protestaram contra a Anvisa por proibir o bronzeamento artificial. A proibição foi em todo o país porque foi constatado através de pesquisas científicas que o procedimento meramente estético causa câncer de pele. A Anvisa afirmou que todos tem o direito de protestar, mas a decisão não será modificada por isso. Enquanto os gaúchos protestam pelo direito a ter um câncer de pele, no Rio fumantes desgostosos com a lei estadual antifumo reclamam da proibição de fumar em locais fechados. Daqui a pouco eles vão querer protestar também pelo direito ao câncer de pulmão... Os gaúchos, só querem morrer esteticamente aceitavéis, já os cariocas não se contentam em se matar fumando querem levar consigo o próximo que nunca tocou num cigarro ... Malandro que é malandro é assim nunca cai sozinho sempre leva alguém ... Daqui a pouco deve ter um protesto de cariocas contra a lei antifumo também... Protestar não importa o motivo! Acho mesmo é que protestar virou moda ...

quinta-feira, 28 de maio de 2009





Essa semana teve o Dia da Liberdade de Impostos. Para comemorar 4 postos ( um no Rio e os outros em SP, MG e RS) venderam a gasolina por R$ 1,25. Resultado: o posto em Botafogo ficou com uma fila gigantesca. A diferença de preço , a ONG responsável pelo protesto pagou ao estabelecimento. Isso é que é movimento (simbólico, útil e prático ) estão de parabéns. Já sabem ano que vem se liguem é dia 25 de maio!!!

http://www.il-rs.org.br/site/info/det_imposto.php?recordID=153

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A moda agora é protestar!

Quem tem acompanhado o noticiário, pelo menos o televisivo, deve ter notado que todo dia protestos dos mais diversos tipos tem sido veiculados. As manifestações mais comuns na mídia eram as do MST seguidas pelas greves de professores, motoristas e outros profissionais. De uns tempos para cá, novos tipos de protestos vem sendo disseminados. Desde dos úteis até os mais fúteis.
Na sexta-feira passada, o Movimento dos Sem Namorados levou uma galera para as ruas do Rio e esta semana promete levar para as de São Paulo. A proposta, pelo menos a do site do movimento, era conseguir namorados para pessoas solteiras que estavam indignadas com seu estado civil. Na prática, o que aconteceu foi uma micareta gratuita a céu aberta, só que ao som de marchinhas de carnaval. Os manifestantes que queriam um namorado esqueceram disso durante o protesto e acabaram somente na pegação. Várias pessoas, mesmo sem compartilhar da mesma ideologia do movimento, participaram durante a passeata, provavelmente pensando que era um bloco de carnaval. Enfim, o circo foi armado e o resultado oi completamente oposto a idéia inicial. Sem contar que o horário da manifestação, às onze da manhã, deve ter impedido os reais engajados de participar...
Outro protesto interessantíssimo foi o do Greenpeace na ponte Rio-Niterói. Os manifestantes indignados com o excesso de gás carbônico emitido pelos veículos simplesmente pararam o trânsito da ponte para colocar uma faixa em inglês sobre isso. Resultado, engarrafamento, triplo de monóxido de carbono na atmosfera e o atraso de milhares de pessoas de bem que ficaram presas no sufocante, em todos os sentidos, engarrafamento.
Defensores desses tipos de movimentos usam o simbolismo como argumento e afirmam que pelo menos as pessoas estão preocupadas com o futuro da humanidade. Eu concordo que tem protestos que realmente são úteis, mas o que me indigna é o fato de conseguirem mobilizar milhares de pessoas para fazer, de fato nada, pelo meio ambiente ou causas sociais. A Hora do Planeta foi um protesto bem-sucedido no sentido de levar as pessoas a pensar no aquecimento global. Muita gente se prontificou a apagar uma luz num cômodo de casa como protesto, mas o tempo que essas pessoas apagavam uma luzinha, poderiam ter plantado uma muda em um parque ou em suas ruas. Seria perfeito, estariam atingindo o lado simbólico e o prático. Essa muda se tornaria árvore e realmente ajudaria a melhorar o ar das gerações futuras. O meu questionamento é : se fosse para plantar mudas será que teria tantos adeptos? Será que as pessoas aderem a coisas simbólicas para purificar suas consciências e não o planeta...
Pare e pense se realmente não virou moda. Abrace a lagoa, abrace o Maracanã , apague uma luz para salvar a humanidade do efeito estufa ...