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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apocalipse em notinhas?

Tudo tem início, meio e fim inclusive a Terra! Só que venho me questionando se os habitantes dela não serão exterminados antes ... Não que ETs cheguem aqui cometendo genocídio... Não mesmo! Penso em algo que está em processo e bem menos hollywoodiano ...


Ontem foi noticiado em uma breve notinha, em apenas um dos jornais que assisti, que o buraco da camada de ozônio atinge nível recorde. Resumindo 40% da proteção que temos contra os malefícios causados pelos raios solares já era! E as conseqüências já são sentidas nas pessoas. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) calcula que cada 1% de perda da camada de ozônio cause 50 mil novos casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira causados por catarata em todo o mundo. É esse tipo de informação a nota não deu! Além disso, não houve uma vinculação desse fato com o tão temido efeito estufa ...


Os veículos de comunicação de massa sensacionalistas adoram noticiar uma desgraça e causar um alarmismo geral. O buraco na camada de ozônio seria um prato cheio para eles não é? Já se questionou, caro leitor, por que essas notícias não tem destaque... A resposta você não encontrará nas matérias, mas nos intervalos comerciais. Quantos anunciantes não fabricam produtos com CFC? – substância que causa o maldito buraco – lembrem-se são os anúncios que bancam a mídia. Em sã consciência que empresa quer perder cliente?


O maior fantasma na luta para tentar prolongar ao máximo a vida da (e na) Terra sob o viés ecológico é a falta de informação. A notinha enfatizava número e mencionava apenas o uso do aerosol e espuma artificial como responsáveis, mas existe uma gama de produtos com CFC que não são divulgados para o grande público. Deveria haver um maior comprometimento da imprensa de massa com questões ecológicas. É como se a imprensa tentasse esconder o Apocalipse em notinhas...


Causas, conseqüências, como o cidadão pode tomar medidas simples para ajudar a não aumentar o problema e por aí vai... Não há incentivo para que lutemos contra os danos ambientais, muito menos uma conscientização do processo como um todo. Tudo parece número, tudo parece impossível... Mas a culpa não é só da mídia... Claro!


sexta-feira, 26 de março de 2010

Imprensa e credibilidade


O jornal O Estado de São Paulo pediu que o Instituto Análise fizesse uma pesquisa sobre a credibilidade do jornalismo brasileiro. Segundo uma reportagem de O Estadão, cerca de 91% das pessoas ouvidas acham que a é mídia é uma arma anticorrupção. Apesar disso, a mesma pesquisa mostrou que ¼ dos entrevistados não considera que a imprensa seja tão apartidária assim. Metade do público afirma que quem mais apura os casos de corrupção no país são os jornalistas. A maioria das denúncias feitas pela imprensa acaba se provando verdadeira de acordo com 88% dos entrevistados. Em relação a práticas tendenciosas da imprensa (se as denúncias são equilibradas governo/oposição) 24% das pessoas ouvidas acham que a mídia é tendenciosa enquanto 69% não considera.
Nas palavras de Eugênio Bucci (não isso não é uma monografia!), a imprensa não tem poder e nem a função de acusar quem quer que seja. Essa função é do Ministério Público! A imprensa tem como papel social investigar livremente para que o espectador/leitor tenha sua própria opinião. “Repórteres não existem para fazer 'denúncias', mas sim reportagens" -esclareceu Eugênio Bucci no texto “A imprensa não vai tão bem assim” do qual foram retirados todos os dados citados acima. Vale a pena conferir na íntegra!


Agora que você sabe (ou relembrou) o real papel da imprensa, o Útil ao Inútil o convida a um exercício prático! Analise a cobertura do Caso Nardoni. Ao assistir uma matéria de diferentes emissoras questione se a cobertura está sendo tendenciosa, imparcial...

A imprensa precisa dar voz aos que não tem, precisa ouvir todos os envolvidos (ou pelo menos o máximo possível) num fato. A perfeita imparcialidade e isenção não existem ,mas é preciso fazer o máximo para atingi-las. Isso sim é fazer jornalismo responsável!